Quando o CFO, a diretora de pessoas e o CTO chegam à mesma reunião de estratégia, cada um passou as últimas horas sendo alimentado por sistemas que confirmaram o que já acreditavam. Eles não discordam porque têm perspectivas diferentes. Discordam porque habitam realidades diferentes — construídas por algoritmos que ninguém escolheu, mas todos alimentam.
Isso não é um problema de tecnologia. É um problema de decisão. E está acontecendo agora, em todas as organizações, sem que ninguém tenha palavras para nomeá-lo.
Às oito da noite dos anos 80, o Brasil inteiro parava. O mesmo jornal. A mesma voz. Um operário de São Bernardo e um fazendeiro do Mato Grosso partindo do mesmo ponto de referência. Isso acabou. E o que veio no lugar não foi pluralidade. Foi fragmentação.
Um arco que parte do diagnóstico coletivo, passa pelo catalisador histórico, mapeia as estruturas de poder, vira na metade e entrega ao leitor as ferramentas para construir seus próprios ecossistemas.
Existe uma porta. De um lado: o feed infinito, o ruído algorítmico, a performance permanente. Do outro: uma mesa, uma vela, duas cadeiras, uma conversa que importa. A pessoa parada na soleira não está com medo. Está decidindo.
IAgora não é um manuscrito em busca de casa. É o manifesto de um ecossistema que já está operando — onde cada produto prova o anterior e gera demanda para o próximo.
Jornalista de formação que virou fundador. 30 anos de mercado — 15 como executivo, 15 como empreendedor com 2 exits. Hoje, CEO e fundador da Alcatech, Venture Builder que opera RHHUB, FHP, Haivence e No Corre.
Escreve como quem já construiu e quebrou. A voz do IAgora é direta, reflexiva, sem autoajuda — com a autoridade de quem tem skin in the game.